Identificação de pessoas desaparecidas é ampliada com Rede PCI Conecta, em Rondônia

Politec tem recebido total atenção do governo para melhor estrutura

Rondônia conta com o reforço da Rede PCI Conecta, iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica (CONDPCI), voltada à integração das Polícias Científicas e de Dados Periciais em todo o país. A proposta é fortalecer a busca e a identificação de pessoas desaparecidas, em consonância com a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas (PNBPD), instituída pela Lei nº 13.812/2019.

A Rede PCI Conecta tem como objetivo promover a padronização de procedimentos periciais, a utilização de formulários unificados para coleta de dados e a integração de sistemas de informação, garantindo maior celeridade e efetividade nas investigações de pessoas desaparecidas. A iniciativa é inspirada no Programa Institucional PCI Conecta, desenvolvido pela Polícia Científica de Santa Catarina e articula áreas, como: Identificação Civil e Criminal; Genética Forense; Odontologia Forense; Medicina Legal; e Antropologia Forense.

Conforme destacado pelo governo de Rondônia, a  implantação da Rede PCI Conecta reforça os investimentos realizados no fortalecimento da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec) e na modernização dos serviços periciais, com foco na interoperabilidade de sistemas e no aprimoramento da gestão da informação, contribuindo para maior eficiência na elucidação de casos e na identificação de pessoas.

Os avanços vão ao encontro das ações defendidas pelo governador Marcos Rocha ao enfatizar o compromisso do estado com a proteção da vida e da dignidade humana. “A iniciativa amplia a capacidade de resposta do poder público, fortalece a atuação integrada das instituições e contribui para levar mais segurança e tranquilidade às famílias rondonienses”, evidenciou.

AVANÇO ESTRATÉGICO

Em Rondônia, que possui extensas áreas de difícil acesso e desafios logísticos próprios da região amazônica, a problemática dos desaparecimentos exige respostas cada vez mais integradas. Em 2025, o estado registrou 1.018 ocorrências de pessoas desaparecidas. No cenário nacional, foram contabilizados 84.760 registros no mesmo período, evidenciando a necessidade de políticas públicas e ações coordenadas para enfrentar a situação e garantir respostas às famílias.

O superintendente da Politec, Domingos Sávio, destacou que a Rede PCI Conecta é um avanço estratégico para Rondônia, ao integrar milhares de registros ao cadastro nacional desde 2023, fortalecendo a identificação de pessoas desaparecidas. “A iniciativa une tecnologia e compromisso humanitário, padroniza procedimentos e amplia a colaboração entre perícias, garantindo respostas mais rápidas às famílias e mais efetividade nas investigações.”

Novos equipamentos foram entregues à Politec

O titular da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Felipe Bernardo Vital, ressaltou que a integração das estruturas periciais contribui para a modernização do sistema de segurança pública. “Os investimentos realizados pelo governo de Rondônia em equipamentos e tecnologias fortalecem não apenas o enfrentamento à criminalidade, mas também a capacidade do estado em dar respostas mais humanizadas à sociedade, especialmente em casos que envolvem o desaparecimento de pessoas.”

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA

O secretário Felipe Vital destaca, inclusive, que, nos últimos sete anos, os investimentos do governo de Rondônia em conhecimento e tecnologia têm fortalecido a atuação da Politec no estado. Com os avanços da ciência, o governo intensificou a atenção à modernização dos trabalhos periciais, garantindo maior precisão nas análises e consolidando a instituição como pilar essencial na elucidação de crimes.

A Politec recebeu investimentos em equipamentos que representaram inovação tecnológica e fortaleceram as ações voltadas à elucidação de crimes no estado. Entre os recursos adquiridos, destacaram-se 50 smartphones, destinados a garantir a comunicação institucional direta entre os peritos criminais e o Centro Integrado de Operações (Ciop), além de mini-impressoras Bluetooth.

A Superintendência também passou a contar com um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento utilizado em análises microscópicas nas quais um feixe de elétrons focalizado varre a superfície da amostra, interagindo com a matéria e gerando sinais que fornecem informações sobre a morfologia e a composição química do material, como a identificação da presença de pólvora.

Além disso, foram adquiridas maletas contendo equipamentos para a captura de microvestígios digitais, utilizados tanto na análise pericial quanto na coleta de DNA em locais de crime, bem como detectores de metais, ampliando a capacidade técnica das equipes periciais.

 

Fonte Secom/RO

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