
As investigações sobre o brutal assassinato da professora acadêmica de uma faculdade particular de Porto Velho e escrivã da Polícia Civil, Juliana de Matos Lima Santiago, ocorrido na noite do dia 6, avançam com informações precisas e detalhadas pela delegada Leisaloma Carvalho, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Dados esclarecedores foram apresentados na manhã desta segunda-feira (9), durante coletiva de imprensa, com intuito de detalhar os desdobramentos do inquérito e garantir transparência na divulgação das informações à sociedade.
As investigações começaram logo após o crime, com buscas, escuta de testemunhas e coleta de informações. Durante o interrogatório, o acusado de praticar o crime João C. C. Júnior, 24, teria dito à polícia que tinha um relacionamento com a vítima, mas essa versão foi negada com os avanços das investigações, fato rigorosamente detalhado à imprensa pela delegada Leisaloma Carvalho, que está à frente das investigações do crime que abalou toda a sociedade rondoniense, com repercussão nacional.
A delegada destacou que, com dados das investigações, a vítima não teria nenhum relacionamento com o acusado. Segundo a Polícia Civil, o investigado demonstrava frustração pela rejeição e ciúmes em relação à vida pessoal da vítima. A apuração também mostrou que o crime não tem relação com notas ou qualquer situação ligada à faculdade, ficando claro, conforme a delegada enfatizou, tratar-se de feminicídio, tipo de crime que tem alcançado números alarmantes do Brasil.
No ano passado, foram registrados no país 1.470 casos de feminicídio, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ou seja, uma média de 4 mulheres vítimas deste tipo de crime. Os dados também apontam que o estado de Rondônia registrou 25 ocorrências de feminicídios, ocupando a 20ª posição no ranking nacional.
O CRIME
O assassinato da professora que repercutiu em todo país aconteceu no primeiro dia de aula do semestre, ocorrido na última sexta-feira, 6. A vítima foi atingida por três facadas, sendo uma na região do coração, e não resistiu aos ferimentos, morrendo antes de chegar ao hospital.
O acusado foi preso em flagrante logo após o crime. Na audiência de custódia, a prisão foi mantida e transformada em preventiva. O prazo inicial para concluir o inquérito é de até 10 dias, período em que a Polícia Civil continua trabalhando para finalizar o caso.
Da Redação