
Portas arrombadas, prejuízos acumulados e comerciantes no limite. A rotina de furtos que há anos atinge lojas da avenida Carlos Gomes provocou uma reação inédita nesta terça-feira (24), quando empresários protestaram e exigiram medidas urgentes contra a insegurança. Diante da pressão, a Prefeitura de Porto Velho anunciou uma ofensiva para reforçar a presença policial na região, com ações da Atividade Delegada que permite que policiais militares, civis e penais trabalhem, de forma remunerada pelo Município.
Os prejuízos provocados pelos furtos, segundo os empresários, vêm se acumulando ao longo dos últimos anos e já representam uma ameaça à própria continuidade de alguns negócios. Os comerciantes afirmam que cumprem suas obrigações tributárias, geram empregos e movimentam a economia, mas convivem diariamente com o temor de novos ataques aos estabelecimentos.
A insatisfação ganhou força diante da percepção dos empresários de que os impostos pagos não estariam se refletindo em segurança suficiente para proteger comerciantes, funcionários e consumidores. O cenário, além de provocar perdas financeiras, aumenta a sensação de insegurança e impõe dificuldades para quem tenta manter as portas abertas e os investimentos na região.
Prefeitura anuncia reação
Diante da repercussão do protesto, o prefeito Léo Moraes recebeu os empresários no Prédio do Relógio para discutir alternativas e definir medidas que possam contribuir para o enfrentamento da criminalidade nas áreas comerciais. A reunião contou com representantes da CDL, Associação Comercial e Fecomércio e resultou em um anúncio considerado importante pelos comerciantes: a ampliação da Atividade Delegada, com aumento do efetivo empregado no policiamento das áreas comerciais e reforço das rondas durante a madrugada.
A previsão é de que o patrulhamento seja intensificado principalmente no período entre 22h e 6h, justamente em uma faixa de horário considerada estratégica para a proteção dos estabelecimentos comerciais. A Atividade Delegada permite que policiais militares, civis e penais atuem, de forma remunerada pelo Município, em horários fora de sua jornada regular. Na prática, a iniciativa amplia a presença das forças de segurança nas ruas e potencializa o policiamento em pontos considerados prioritários.
Comércio cobra segurança
O vice-presidente da Fecomércio, Augusto Pellucio, destacou que a discussão vai muito além da proteção dos patrimônios. Para ele, garantir segurança ao comércio significa preservar empregos, investimentos e a própria atividade econômica da cidade. Com o reforço anunciado, a expectativa dos lojistas da avenida Carlos Gomes é de que a presença policial durante a madrugada ajude a inibir novos furtos e ofereça maior segurança para comerciantes, funcionários e consumidores.
Fonte: Prefeitura de Porto Velho


