POCKET PARK

Cohab ganha novo espaço de convivência sem perder a memória

Novo Pocket Park Jacaré preserva a memória do bairro

Um espaço marcado pela memória dos moradores do bairro Cohab, na Zona Sul de Porto Velho, ganhou um novo capítulo. A Prefeitura entregou o Pocket Park Jacaré, construído entre as ruas Algodoeiro e Abacateiro, onde antes havia descarte irregular de resíduos e acúmulo de água. Agora, o local conta com paisagismo, bancos, iluminação, áreas de convivência e um sistema de drenagem sustentável.

Mais do que revitalizar uma área antes subutilizada, o projeto preserva a identidade de um lugar conhecido há anos pela comunidade. O nome Jacaré vem do antigo campo que existia no terreno, cuja forma lembrava a cauda do animal. A referência foi mantida no novo parque, conectando a transformação urbana à história do bairro.

O projeto, assinado pelo arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, assessor executivo da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), aposta em formas geométricas que remetem às escamas do jacaré. Círculos, arcos, linhas radiais e módulos de diferentes tamanhos aparecem no piso, nos bancos e nos canteiros.

A composição utiliza princípios da arquitetura paramétrica, que permite criar formas e organizar espaços a partir de padrões geométricos. A proposta integra estética, funcionalidade, circulação e conforto ambiental.

Uma árvore que já existia no terreno foi preservada e incorporada ao projeto. Os bancos foram instalados ao redor dela, aproveitando a sombra natural e criando um ponto de permanência para os visitantes.

Segundo Alecsander, a intenção foi transformar a área em um ambiente que combinasse diferentes funções urbanas, sem apagar as características que já faziam parte da história do local.

Jardim de chuva ajuda a enfrentar o acúmulo de água

Além do lazer e do paisagismo, o Pocket Park Jacaré incorpora uma solução ambiental: o quarto jardim de chuva implantado em Porto Velho. A estrutura utiliza uma área rebaixada com pedras, solo e vegetação para receber parte da água que escoa pelas ruas e calçadas. O sistema ajuda a reduzir a velocidade do escoamento e favorece a infiltração da água no solo, contribuindo para o manejo das águas pluviais.

A própria configuração do terreno favoreceu a implantação da estrutura, permitindo reunir recuperação ambiental, drenagem e convivência em uma única intervenção. De acordo com o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a obra foi planejada para atender diferentes necessidades da comunidade.

Fonte:Agência de Notícias

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